13.4.12

Guerra Pessoal

Desçam dos altares para ver como a sociedade é
Rir de pobres e famintos é o que você quer
Armas nuclear, bombas para destruir
Corações de guerra, sem ter para onde ir
Poetas estão extintos, sem nenhuma razão
Sorrisos estampados, sem animação
 

Mortos em campos, sem coração
Vivendo com medo, sem religião
Enquanto tu brincava de polícia e ladrão
Alguém de verdade, Perdia o coração
Sociedade sem moral, Gananciando capital
Ricos e burgueses, com o poder total


Emerson Costa

10.4.12

A saia


Ela sairá de saia vermelha de renda
Não se renda
Vermelho cor de amor, desejo e vergonha
Vermelho cor de saia, de renda, de linha
Saía da linha
E não saía com a saia

Bianca Felipe

28.3.12

A Última

Você me pareceu cognata
E seu olhar era inconclusivo
Não sabia se era medo
Não conhecia o que aquilo representava


E era fim de tarde
De um dia em fim de mês
Ao som de um ruido
E com um copo de Whisky


E chegou a meia-noite
Nada há de acontecer
Então por que esperar?
O sofrimento não acabará


Ontém era por mim
Amanhã será por outro
Não há bons conselhos
E em certo ponto o alcool não resolve


E ainda haverá apego
Não há maneira de esquecer
Já foi feito.

Emerson Costa

14.3.12

Especial Dia da Poesia (Bianca Felipe)


Sou mais a palavra ao ponto de entulho.
Amo arrastar algumas no caco de vidro,
envergá-las pro chão, corrompê-las, -
até que padeçam de mim e me sujem de branco. 
                    
                                 Manoel de Barros





"Soneto de Fidelidade"

De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto         
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure. 
      
                         Vinícius de Moraes


"Ali"

ali

ali
se

se alice
ali se visse                                                          
quanto alice viu
e não disse

se ali
ali se dissesse
quanta palavra
veio e não desce 

ali
bem ali
dentro da alice
só alice
com alice
ali se parece.
 


                                          Paulo Leminski


Poesia é voar fora da asa. 
                    Manoel de Barros

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Pois é, poesia. Aqui estão alguns dos autores e poemas que marcaram minha vida. Admiro cada um de um jeito especial, assim como vários outras inspirações que não estão nesse post. 
Feliz dia da Poesia para estes e para todos os poetas da Terra ! 
 
Agora, se me permitem, gostaria de compartilhar um pouco da minha nostalgia ao lembrar de José Paulo Paes, um escritor de poesia infantil, que eu adorava quando era menor ^^ :

"Convite"

Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.

Só que                                                                  
bola, papagaio, pião
de tanto brincar               
se gastam.                                                 

As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.
como a água do rio
que é água sempre nova.
como cada dia
que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?

                                         José Paulo Paes 







Especial Dia da Poesia (Emerson Costa)


”O mundo divide-se em pessoas boas e pessoas más. As pessoas boas têm um sono tranquilo. As pessoas más divertem-se muito mais.





         













  
A arte é a auto-expressão lutando para ser absoluta.”
































“ Se você vai tentar, vá com tudo.
Senão, nem comece.
Se você vai tentar, vá com tudo.
Isso pode significar perder namorada
Esporas, parentes, empregos.
E talvez a cabeça. ”









5.3.12

Pizza!

    Era, então, a última tarde de carnaval. Ah, se me lembro bem! Meus três amigos encomendaram pizza... Ora, era uma tradição. Toda vez que nos reuníamos, encomendávamos pizza e roubávamos doces acordes do violão.
    Anoitecia, e nos encontrávamos na casa de um deles. Enquanto a pizza não chegava, conversávamos e brincávamos. Guerras de gelo, de travesseiro. Eu e outro amigo - que, modéstia à parte - tocávamos violão extremamente bem, íamos de Djavan à Pink Floyd, Maria Gadú à Beatles. Nos deleitávamos com as notas e os dedilhados. Finalmente, a pizza chegava. O delicioso cheirinho de queijo derretido espalhava-se pelo ar. Eu, que odiava refrigerante, cedia. Ora pois, raríssimas vezes estávamos todos juntos. De repente, só restava a caixa da pizza, alguns talheres e copos sujos. Jogávamos mais alguma conversa e notas fora. E acabava.
     Ah, que saudades das noites de pizza, com todos aqueles dós, rés, mis, claves e cifras pairando no ar!

Renata Freire

Remete a Ti


Alguma alcunha muito bem dita
Me remeteu ao teu nome
Mas não era sobre você
Me foi condicional e não narcisista


E o que foi feito para fazer alguém feliz?
E a morte, o que profere depois de cairmos?
Seremos esquecidos e viramos pó?
Tornamos imortais e viramos anjos?


O que você sente quando faz alguém triste?
Não seguirei o estereótipo de tristeza de outros
Eu serei iconoplasta em relação a ti
Prefiro fazer tudo que me lembrar de algo
Algo que me remeta a você
Algo que me lembre daquela alcunha    

Emerson Costa