Era, então, a última tarde de carnaval. Ah, se me lembro bem! Meus três amigos encomendaram pizza... Ora, era uma tradição. Toda vez que nos reuníamos, encomendávamos pizza e roubávamos doces acordes do violão.
Anoitecia, e nos encontrávamos na casa de um deles. Enquanto a pizza não chegava, conversávamos e brincávamos. Guerras de gelo, de travesseiro. Eu e outro amigo - que, modéstia à parte - tocávamos violão extremamente bem, íamos de Djavan à Pink Floyd, Maria Gadú à Beatles. Nos deleitávamos com as notas e os dedilhados. Finalmente, a pizza chegava. O delicioso cheirinho de queijo derretido espalhava-se pelo ar. Eu, que odiava refrigerante, cedia. Ora pois, raríssimas vezes estávamos todos juntos. De repente, só restava a caixa da pizza, alguns talheres e copos sujos. Jogávamos mais alguma conversa e notas fora. E acabava.
Anoitecia, e nos encontrávamos na casa de um deles. Enquanto a pizza não chegava, conversávamos e brincávamos. Guerras de gelo, de travesseiro. Eu e outro amigo - que, modéstia à parte - tocávamos violão extremamente bem, íamos de Djavan à Pink Floyd, Maria Gadú à Beatles. Nos deleitávamos com as notas e os dedilhados. Finalmente, a pizza chegava. O delicioso cheirinho de queijo derretido espalhava-se pelo ar. Eu, que odiava refrigerante, cedia. Ora pois, raríssimas vezes estávamos todos juntos. De repente, só restava a caixa da pizza, alguns talheres e copos sujos. Jogávamos mais alguma conversa e notas fora. E acabava.
Ah, que saudades das noites de pizza, com todos aqueles dós, rés, mis, claves e cifras pairando no ar!
Renata Freire
Renata Freire
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