28.3.12

A Última

Elis, porventura minha
Perco o amor que deveras sentia
Culpo toda resiliência presente em mim
Aquele ódio que restou

Não preciso explicar tudo isso
Polpe-se da labuta de me amar
Irá se esvair por entre meus dedos
Assim como areia

Sebemos onde vou me afundar
Perdido, não mais tão perdido
Tomarei um norte, não vou

Quem sabe eu sigo nessa dança
Estabelecendo meu compasso
Elis, chegou a hora de largar do teu braço

Emerson Costa

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